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Estação Cabo Branco - João Pessoa

Estação Cabo Branco em João Pessoa - PB

Os traços do arquiteto Oscar Niemeyer ganharam formas de concreto e a Estação Ciência, Cultura e Artes está pronta em João Pessoa, capital da Paraíba. As instalações do complexo arquitetônico localizado no Altiplano Cabo Branco e projetado para apoiar e difundir atividades científicas, artísticas e culturais da cidade.

A Estação Ciência, Cultura e Artes concentra mais de 8.571 metros quadrados de área construída e vai ocupar o núcleo da Zona Especial de Preservação – Parque do Cabo Branco, uma das regiões mais privilegiadas da capital da Paraíba. No entorno do Ponto Extremo Oriental das Américas, o equipamento vai configurar-se no coração de uma área verde que ainda guarda resquícios de Mata Atlântica. A iniciativa do Governo Municipal foi de dispor de uma estrutura funcional, sem desperdiçar o cenário natural do Cabo Branco que é considerado patrimônio geográfico, histórico e cultural pela população de João Pessoa.

O equipamento que tem como objetivo ampliar conhecimentos é também um forte componente para potencializar o turismo cultural e de eventos, projetando a cidade de João Pessoa para o mundo. Para o prefeito Ricardo Coutinho (PSB), muito mais que um cartão-postal, a Estação Ciência é um espaço voltado para o bem comum e para o desenvolvimento da educação. "É um lugar de inclusão social que coloca João Pessoa em situação privilegiada". Ele lembra que o complexo arquitetônico que está apto a receber 500 visitantes por dia vai beneficiar, principalmente, os 65 mil alunos da rede municipal de ensino.

A estrutura - Uma torre/mirante configura-se como a principal das cinco edificações que compõem a Estação Ciência, Cultura e Artes. Constituída de dois pavimentos suspensos apoiados em base única, ela concentra uma estação científica, hall de exposições permanentes e temporárias, um restaurante, café e terraço panorâmico com visão de 360 graus para toda a natureza que a cerca.

Com capacidade para 501 pessoas, o auditório também ocupa lugar destacado dentro do complexo arquitetônico. Dispondo de acesso independente, o local está destinado à realização de eventos culturais variados, sem interferir em outras atividades da área. Para programações em espaço aberto, foi projetado um anfiteatro com palco, camarim e banheiros. Acomoda um público de 300 pessoas sentadas, podendo atingir o dobro dessa capacidade com a ocupação das calçadas.

Na parte posterior do terreno, uma edificação simples tem a finalidade de acomodar uma ala de serviços. Neste espaço deverão funcionar uma loja para souvenir e lanchonete. O projeto ainda concentra um bloco destinado à administração e manutenção do complexo, além de área para estacionamento.

Conhecendo a Estação Ciência, Cultura e Artes

Área construída: 8.571 metros quadrados

Localização: Altiplano Cabo Branco

Valor da obra: 33,5 milhões

Órgão financiador: Ministério da Ciência e Tecnologia

Arquiteto: Oscar Niemeyer

Complexo arquitetônico:

Torre/mirante - Com dois pavimentos superiores e terraço panorâmico, o edifício está sobre um espelho d'água. Dispõe de salas audiovisuais, área para exposições permanentes e temporárias, café e restaurante.

Auditório – Tem capacidade para 501 pessoas e duas salas para convenções com 200 lugares, além de um conjunto de salas especiais para a formação artístico-cultural de alunos da rede pública.

Anfiteatro – Projetado para acomodar 300 pessoas sentadas.

Loja e lanchonete - Espaço de apoio aos visitantes, com loja de souvenir e lanches.

Serviços gerais - Bloco na parte posterior do terreno, que serve de apoio à administração e manutenção do conjunto.

Estacionamento – São 198 vagas para veículos, além de área específica para ônibus.

Painel de Flávio Tavares compõe a Estação Ciência

O fantástico extraído do real, em uma espécie de aventura encantada, mostrando em alegorias ricas a história da fundação da Capital e a conquista da Paraíba. É com esta receita e mais uma dose significativa de sensibilidade que o artista plástico paraibano Flávio Tavares conseguiu transplantar da pintura para o espectador valores como auto-estima e identidade cultural. O painel 'O Reinado do Sol', criado especialmente para compor a Estação Ciência, Cultura e Artes, ficará exposto permanentemente no hall de entrada do auditório.

"Ela sai do histórico para a fantasia. É uma alegoria. Pega do Cabo Branco, que representa o paraíso, onde o sol nasce, até o Varadouro, que é a reunião das etnias", observou Tavares. "Há também uma mesa inspirada em Oswald de Andrade, que é o banquete da antropofagia. Faz referência ainda à 'Jangada de Pedra', de Saramago, representando a Península Ibérica que trouxe tudo de bom e também de ruim", explicou.

Identidade – As diversas facetas da formação e da atualidade estão costuradas, como uma colcha de retalhos, alinhavando períodos, etnias, ideologias, crenças religiosas, folclores e tantos outros aspectos que constituem a identidade do povo local. A sensação de quem se vê pela primeira vez diante de 'O Reinado do Sol' é a de se olhar no espelho e reconhecer a própria face. A ligação de cada elemento termina por contar uma história em tintas.

Todo feito em óleo sobre tela, o mundo imaginoso de Flávio Tavares possui 9 metros de comprimento por 3 metros de altura. Para ser pintado, o artista precisou dividir o trabalho em cinco blocos. Ele levou cerca de dois meses para concluir a empreitada. "Mas o envolvimento mesmo com o trabalho foi maior, chegando a uns três", comentou.

O painel em detalhes – Do lado esquerdo do painel, está retratada a praia do Cabo Branco, passando pelo Varadouro e lembrando, à direita, o Jacaré. No centro do quadro, Tavares pintou uma grande nau, atracada dentro da cidade, comandada por nada mais nada menos que Ariano Suassuna. Essa composição, segundo o artista, lembra a tradição dos velhos carnavais pessoenses – Nau Catarineta. Na parte central inferior do painel, há uma mesa com vários elementos que simbolizam a antropofagia como opção do povo digerir a própria cultura e história.

"Para mim é um momento muito significativo. Pessoas de todo País e do mundo vão visitar o Estação Ciência. O painel vai abrir muitas portas para a arte plástica paraibana. Fiz uma profusão de assuntos para dar margem à discussão da cultura da gente", justificou Tavares.

Na parte superior central do quadro, reinando sobre todas as demais imagens, o artista compôs uma figura feminina, vestida de sol, que representa a criação. O mesmo céu que a sustenta nos primórdios da fundação da cidade, formado por figuras bíblicas do bem e o mal, termina por se fundir bem abaixo, com o contemporâneo Parque Solon de Lucena.

Só para citar outros exemplos simbólicos da obra, o escritor José Lins do Rêgo foi pintado como referência ao desenvolvimento da cana-de-açúcar. Enquanto isso, Augusto dos Anjos é um elemento que resgata a alma poética do passado. Manuel Caixa D'água, caminhando pela boemia, também compõe o cenário. A popular e folclórica 'Vassoura' (Isabel Bandeira), montada em seu conhecido cavalo branco, que tantas vezes povoou de irreverência o dia-a-dia dos pessoenses no século passado, também está presente.

Ciganos, sarracenos, negros, mouros, portugueses, espanhóis, índios, franceses, holandeses se propagam por todo painel. Alguns grupos estão em tamanhos diferentes e em situações fantasiosas. Esta é uma forma, segundo o artista, de distinguir os períodos da história e os ambientes.

Pode-se perceber ainda que o segundo plano do painel faz uma alusão geográfica ao quadro sobre a Bacia da Restinga, pintado pelo neerlandês Frans Post. Ele foi membro da esquadra do conde holandês Maurício de Nassau, que participou de uma comitiva pelo Nordeste do Brasil em meados do século XVII, registrando geografias e motivos brasileiros em desenhos e pinturas. É como se Tavares tivesse realmente redescoberto a cidade, porém desta vez como uma radiografia da identidade local.

O artista – Flávio Roberto Tavares de Melo nasceu em João Pessoa em 15 de fevereiro de 1950. Desde criança mostrava profunda inclinação para o desenho e a pintura. Chegou a freqüentar o curso do já falecido artista Raul Córdula, nos Setor de Arte da UFPB.

Aos 18 anos, Tavares passou a absorver os ensinamentos do pintor e gravador Hermano José. Chegou a cursar Sociologia na UFPB. Porém, acabou abandonando para se dedicar em tempo integral ao ofício artístico. Aos 20 anos, já havia exposto em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Tavares estudou pintura nas universidades de Yale, Connecticut e no Simon Rock College, todos nos Estados Unidos. Também fez o mesmo na Guiana Francesa. Em seguida, ingressou no mercado de arte da Alemanha. A partir daí, o artista participou de inúmeros e importantes exposições individuais e coletivas em grandes cidades do Brasil e do mundo.

Mostra na Estação Ciência reúne 36 obras de artistas contemporâneos

A 1ª Mostra de Arte Contemporânea Paraibana será aberta na inauguração da Estação Ciência Cultura e Artes, na próxima quinta-feira (3), às 17h. No primeiro andar da torre, 36 obras em pintura, cerâmica, fotografia, gravura e desenho de artistas paraibanos ficarão expostas até o mês de setembro, nos turnos da manhã e tarde.

Todas as obras estarão dispostas em painéis e módulos, confeccionados com rodízios para facilitar o deslocamento. De acordo com o curador da mostra, o crítico de artes Eudes Rocha, estarão expostos 25 painéis em MDF com 1,83 (altura) por 2,20 (largura) e 40 centímetros de profundidade, que comportarão quadros, gravuras e desenhos.

Já as esculturas em cerâmica ficarão expostas em 15 módulos, com 1,50 (altura) por 50 centímetros de largura. Em cada obra, o visitante encontrará uma ficha técnica, indicando o nome, ano e dimensões da obra, com o objetivo de situar a população.

Eudes Rocha foi convidado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) para ser o curador da mostra inaugural da Estação Ciência. Ele explicou que, devido ao grande número de artistas paraibanos de destaque, teve que seguir alguns critérios próprios para selecionar o que melhor representasse o momento, como a qualidade e o tamanho das mostras de arte.

"Nesta mostra, 36 artistas nos brindam com as suas obras que englobam as mais diversas vertentes e vão da pintura ao desenho,da gravura à fotografia e à cerâmica, isto sem falar no estilos que são os mais variados e vão desde a figuração à abstração, à arte conceitual e ao naïf. O leque de gerações de artistas também é bem variado e vai das décadas de 50 e 60", disse o curador.

"Utilizei como critérios a qualidade da arte e obras que tivessem uma maior afinidade com o equipamento. O tamanho também foi determinante, pois não poderia passar de um metro quadrado", destacou.

Eudes Rocha – Nascido na cidade de João Pessoa, Eudes se formou nos cursos de Direito (1979) e Arte e Educação, habilitação em Artes Plásticas (1989), ambos na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Têm mais de 200 artigos publicados na imprensa local sobre o assunto. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Artes desde 1984. Foi o organizador e pesquisador do livro 'Flávio Tavares, Obras Escolhidas'. Eudes é ainda membro do Conselho Técnico Científico do Núcleo de Arte Contemporânea (NAC) da UFPB e do Conselho da Oficina Escola da Paraíba.

Estação Cabo Branco divulga programação de eventos

Astronomia, folclore, palestras, música erudita e popular, além de exposições. Essas são algumas das opções disponíveis aos visitantes da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, durante este mês de janeiro. De terça a sexta-feira, o local está aberto ao público entre 9h e 17h. Nos finais de semana e feriados, o horário de funcionamento é das 10h às 18h. A Estação está localizada no Parque Cabo Branco, no Altiplano, umas das áreas mais bonitas de João Pessoa.

De 19 a 28 de janeiro, o restante do País dá partida às comemorações ligadas ao Ano Internacional da Astronomia no Brasil. Em João Pessoa, a Estação Cabo Branco também acompanha essa maratona de atividades, realizadas em parceria com Associação Paraibana de Astronomia (Apa). Na sexta-feira (23), às 14h30, no auditório, o professor e presidente da Apa, Ivan Costa Júnior, ministra a palestra '400 anos de telescópio'. Em seguida, ele coordena a exibição do vídeo 'De olhos nos céus', que começa por volta das 15h30. A partir das 16h30, haverá observação do Sol e de Vênus, feita mediante projeção em telão.

Uma vez realizada as explanações, ainda na sexta-feira, o público poderá se dirigir ao terraço da torre. No local, serão instalados equipamentos para observação astronômica. Isso será feito a partir das 18h.

Folclore – A Estação Cabo Branco terá ainda espaço para manifestações folclóricas nos finais de semana. O grupo de dança do SESC Tenente Lucena vai se apresentar no anfiteatro nos sábados (dias 17, 24 e 31).

Projetos – Dentro do projeto 'Férias: artes e cidadania', haverá palestras sobre turismo, ministradas todas as terças, quartas e sextas-feiras, na sala de convenção 2, das 15h às 16h.

O 'Som da tarde' é outro item da programação que se realiza sempre aos sábados a partir das 17h. O grupo Pavio Paraíba Violões foi a atração deste final de semana. Já no sábado (17), às 17h30, o grupo Graúna é quem se apresenta no auditório. Na ocasião, os músicos Pedro Osmar, Ricardo Venerito, Fábio Negroni e Soraia Bandeira vão utilizar instrumentos originados em várias regiões mundo. O público verá a performance da cítara indiana; didjeridoo aborígene australiano; dalimba, djembé e dorá africanos; viola caipira; baixo fretless; xilofone; metalofone; e vozes nativas.

Estação Nordeste – Por ser um dos pólos integrados do projeto Estação Nordeste, a Estação Cabo Branco também vai ser palco para alguns shows, sempre aos domingos, a partir das 17h, no anfiteatro. Neste domingo (11), a atração será a cantora e compositora Mira Maya. Nos dias 18 e 25, o público poderá conferir a banda Divina Comédia e Zé Guilherme, respectivamente.

Exposições – A mostra 'Arte Paraibana em Pequenos Formatos' continua durante todo o mês de janeiro e se estende até 29 de março. São pinturas, desenhos, gravuras, fotografias, cerâmicas, esculturas e objetos diversos, em tamanho máximo de 30 centímetros, feitos por mais de 50 artistas paraibanos. Tudo isso está exposto na loja de souvenires, ao lado do anfiteatro.

Ainda com relação às exposições, a Estação Ciência oferece 'Pedras no Caminho', do artista plástico campinense Luiz Barroso, que residiu 14 anos na França. Outra opção é 'A ciência aplicada à conservação da biodiversidade na Paraíba', disponível no primeiro pavimento do bloco da torre até fevereiro de 2009. São fragmentos ósseos de cachalote e esqueleto de peixe boi, fotografias, painéis, plotagens, vídeos enfocando aves silvestres, mamíferos aquáticos e os primatas brasileiros. A mostra inclui as espécies ameaçadas que habitam reservas e áreas de proteção ambiental do Estado.

A Ciência e a História, incluindo o exótico mundo das navegações, são contadas na exposição 'Navegar é preciso – conhecer também é preciso'. As peças são fruto de um trabalho artesanal de construção e montagem das embarcações. A mostra fica aberta para visitação no segundo andar da Torre até 1º de março.

Maiores informações sobre a programação da Estação Cabo Branco podem ser adquiridas pelo telefone 3214-8303.

Veja a lista de todos os artistas paraibanos que terão suas obras expostas na Mostra Contemporânea:

Pintura:

Alexandre Albuquerque

Alexandre Filho

Alice Vinagre

Analice Uchôa

Bruno Steinbach

Chico Dantas

Clóvis Junior

Dadá Venceslau

David Barbosa

Fred Svendsen

Heloísa Maia

Isa Galindo

Jonas Lourenço

Josenildo Suassuna

Luis Tananduba

Marcos Pinto

Mirabau

Raul Córdula

Sandoval Fagundes

Tadeu Lira

Tito Lobo

Fotografia:

Antônio David

Germana Bronzeado

Gustavo Moura

Cerâmica:

Madriano Basílio

Maria dos Mares

Nenê Cavalcanti

Raisse Herculano

Tê Cavalcanti

Gravura e desenho:

Dyógenes Chaves

Flávio Tavares

José Altino

Lúcia França

Maurílio Estrela

Unhandeijara Lisboa

Walter Wagner

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